onde me entretenho a escrever sobre a minha alma de viajante intemporal, só para quem quiser ler, tudo de bom MOURO http://imouhar.bloguepessoal.com
0 MEU NOVO ESPAÇO Inserido Sunday 07 June 2009 00:58
A FOLHA QUE TEVE CORAGEM (SENTIMENTOS DA ALMA) Inserido Sunday 03 May 2009 10:54
Fascinado olhava a dança mágica, que uma pequena folha executava, com extrema graciosidade, desde o momento em que partira, em que se desligara da mãe árvore, cheia de vontade lançou-se nos braços do seu amante, este soprou docemente, na sua direcção um poema de tal ternura, que esta se sentiu a mais livre e feliz das folhas, pouco lhe importava se o percurso seria curto, porém tinha a certeza que ia vivê-lo na intensidade máxima, gostava dos detalhes inconfessáveis desta relação proibida, deleitava-se ao imaginar os pensamentos invejosos das outras, que por medo do incerto se esqueciam de viver, sorria de alegria a cada toque do amante, este desenhava com ela, trajectórias capazes de desafiar a linha ao infinito, as formas eram arrojadas a tal ponto de escandalizar, na sua viagem cheia de vida, ela deixava-se ir simplesmente, sorria no seu interior, pois tivera a coragem de enfrentar o desconhecido, de enfrentar uma série de normas estériotipadas, em que tudo era medido pela estranha medida do alqueive, fossem sólidos, liquídos ou mesmo gases, mas ela desde jovem, que sentia vontade de desafiar o sistema, quando a oportunidade se fez presente nem hesitou, simplesmente sorriu e entregou-se na sua candura, vieram-lhe á memória os tempos de juventude, que em tardes de soalheiro, via as mais velhas definharem, tornarem-se amareladas de o passarem pelo tempo, ouvia-lhes os comentários amargurados e sabia que o seu destino seria diferente, definitivamente não queria aquilo para ela, ao contrário das outras que olhavam para o chão seco e dourado, ela olhava para o céu azul, apaixonou-se á primeira vez que o seu amante vento a tocou, sentiu um tal arrepio de prazer que soube no momento o seu destino, prometeu a si própria, que quando ele quisesse, seria sua amante até ao fim, dito e feito, agora que a sua aventura chegava ao fim, sorria para si, plena de felicidade, tivera a coragem de viver o sonho, como tal a recompensa fazia-se presente, sentia-se plena e se tivesse que voltar atrás, voltaria a fazer o mesmo, chegava ao fim com a certeza, que mais vale viver apesar do medo, do que por causa do medo não viver de todo. Tudo de bom MOURO


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